CAUSAS DA OBESIDADE INFANTIL

A obesidade é uma doença que afeta pessoas de todas as idades e níveis sociais. Atualmente, é considerada um distúrbio epidêmico no mundo. Em 2017, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) 41 milhões de crianças menores de 5 anos são obesas ou sofrem com sobrepeso. De acordo com os dados, cerca de 20% das crianças no Brasil sofrem com a obesidade infantil.

Há diversos fatores que levam a obesidade infantil. Ainda que o distúrbio tenha influencias genéticas, os hábitos alimentares da criança e o sedentarismo são fatores determinantes para seu aparecimento.

Confira abaixo as principais causas da obesidade infantil:

Fatores Nutricionais

Os maus hábitos alimentares das crianças geralmente são reflexos da alimentação dos pais. Uma dieta desequilibrada com alimentos ricos em calorias como doces, salgadinhos, alimentos industrializados e congelados, refrigerantes e frituras é a grande vilã para a saúde dos pequenos. Muitas crianças obesas são consideradas também malnutridas, pois não consomem os nutrientes necessários para suprir as demandas do seu corpo que estão presentes em alimentos mais saudáveis como legumes, frutas e verduras.

Fatores Genéticos

Crianças com histórico familiar de obesidade estão mais propensas a desenvolver este distúrbio principalmente por causa da rotina alimentar da família.

Os pequenos que possuem Síndrome de Down, Síndrome de Turner e outros distúrbios genéticos possuem também uma pré-disposição a engordar.

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Fatores Psicológicos

Crianças que sofrem de ansiedade, estresse ou tédio tendem a comer em excesso refeições hipercalóricas. Ao mesmo tempo, com a falta de tratamento adequado podem desenvolver sobrepeso e outras complicações de saúde mental e física. Fique atento ao comportamento dos seus filhos!

Fatores Ambientais

A modernidade trouxe algumas mudanças de estilo de vida que são maléficas para nossos pequenos. Atualmente, as crianças passam mais tempo em frente do celular, da TV e do computador do que fazendo atividades ao ar livre ou esportes. Essa mudança gerou um aumento significativo no sedentarismo infantil.

A falta de atividade física gera um desequilíbrio entre a quantidade de calorias consumidas e seu gasto. Portanto, o sedentarismo associado aos maus hábitos alimentares é a causa mais comum da obesidade infantil.

Fatores Hormonais ou Medicamentosos

Doenças endócrinas como hipotireoidismo ou deficiência do hormônio do crescimento assim como o uso de medicamentos à base de corticoides podem provocar aumento de peso.

Diagnóstico

Umas das formas mais rápidas de identificar a obesidade infantil é através do cálculo do IMC (índice de massa corporal). Para os adultos, o índice para avaliação costuma ser fixo, no entanto para as crianças essas faixas não se aplicam.

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As faixas para avaliação do IMC para crianças variam de acordo com o sexo e a idade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) desenvolveu tabelas para orientar pais e médicos na identificação do IMC infantil.

No entanto, o IMC não leva em consideração a quantidade de massa muscular e a estrutura física geral da criança. Dessa forma, somente um médico pode solicitar exames adicionais e determinar através de perguntas se o peso da criança está afetando sua saúde.

O tratamento varia de acordo com as causas da obesidade, quantidade de sobrepeso e consequências na saúde da criança. Quanto maior o excesso de peso, maior é a gravidade da doença.

Alguns pacientes com obesidade leve só precisam controlar e manter o peso, pois o crescimento natural da idade fará que entrem numa faixa de IMC saudável, sem precisar perder grandes quantidades de peso.

Para pacientes com graus mais elevados, o acompanhamento deve ser constante, pois a criança corre o risco de desenvolver doenças degenerativas crônicas como hipertensão, diabetes melito, doença coronariana e até angina e infarto.

Além disso, crianças obesas tendem a desenvolver mais problemas psiquiátricos como depressão e ansiedade do que crianças não-obesas.

Onde buscar ajuda?

A recomendação é buscar ajuda de um pediatra para o diagnóstico e orientação. Então, médico poderá solicitar mais exames e/ou encaminhar seu filho para outro profissional como um endocrinologista, nutrólogo ou nutricionista, por exemplo.

Antes de ir na consulta é importante coletar algumas informações sobre a rotina da criança como por exemplo:

  • Anote os sintomas e há quanto tempo estão acontecendo.
  • Leve o histórico médico, incluindo uma lista com os remédios ou suplementes que a criança tome com regularidade ou outras condições médicas que ela sofra.
  • Anote as refeições da criança por pelo menos 1 semana.
  • Liste suas dúvidas e pergunte ao médico durante a consulta.

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