O QUE VOCÊ PRECISA SABER SOBRE A GRAVIDEZ E O COVID-19

A gravidez é um período que normalmente faz surgir muitas dúvidas e inseguranças nos pensamentos das mamães, sejam elas de primeira viagem ou não. Isso porque, o corpo da pessoa gestante passa por diversas mudanças, físicas e emocionais, e as preocupações passam a ser em dobro. Afinal, agora elas estão lidando com duas vidas: as delas e as dos bebês que estão sendo gestados.

Nesse momento de pandemia do COVID-19, as incertezas das grávidas ou das mães que estão no período de puerpério ou de amamentação podem ser ainda maiores. Isso porque, com todas as mudanças que acontecem com o corpo delas, um dos fatores que influencia bastante nesse momento é a imunidade. Além disso, a quantidade de medicamentos permitida para tratar possíveis doenças também é reduzida por conta dos riscos oferecidos ao neném. Dessa forma, a possibilidade de contrair o coronavírus nesse momento assusta – e não é pouco.

Para tentar tranquilizar as mamães que estão passando por isso, trouxemos 5 informações importantes que podem ajudar. Continue lendo para descobrir alguns cuidados necessários durante a gravidez!

Os riscos são maiores?

Apesar de terem sido incluídas no grupo de risco pelo Ministério da Saúde, não significa necessariamente que as grávidas e puerpérias tenham mais chances de contrair o vírus. Estudos realizados em países como os Estados Unidos e a China apontam taxas similares de contágio e risco de um agravamento da doença entre mulheres grávidas e não-grávidas.

A medida de colocar as gestantes no grupo de risco foi tomada, não pelo risco de contrair a doença, mas pela forma como o organismo delas pode responder a ela. Isso porque, as pessoas gestantes passam por diversas alterações imunológicas durante a gravidez e, com isso, existe a possibilidade de agravamento do quadro de diversas doenças, caso elas contraiam ou desenvolvam durante esse período. Sendo assim, apesar de ainda não existirem muitos dados ou comprovações científicas sobre a reação do COVID-19 em gestantes, a prevenção ainda se faz muito importante nesse grupo.

E se eu sentir os sintomas do COVID-19?

Busque ajuda! Entre em contato com seu clínico ou obstetra e fale sobre os sintomas que você está apresentando. Caso você não tenha o contato direto com um médico fixo, vá até o serviço médico que você tem utilizado com maior frequência, seja ele uma clínica da família, unidade básica de saúde ou a maternidade sugerida em sua caderneta de pré-natal.

Dessa forma, o profissional que te atender vai poder avaliar os sintomas e, caso eles sejam parte de um quadro mais grave, te encaminhar para um hospital de referência no tratamento do COVID-19, para que você e seu bebê tenha os cuidados necessários.

É importante não ir diretamente aos hospitais referência, principalmente se os sintomas estão leves. Isso porque, existe a possibilidade de você não estar com o COVID-19 e sim com alguma outra doença respiratória, por exemplo, e ao adentrar nesse ambiente se contaminar, mesmo cumprindo as medidas de segurança. Sendo assim, conte com a orientação do seu médico antes de procurar diretamente um local de atendimento de casos de alta complexidade.

Uma recém-nascida sendo amamentada.

Estou com COVID-19. Eu posso transmitir para o meu bebê?

Apesar de estarmos passando por essa pandemia há alguns meses, ainda não existem estudos conclusivos sobre a transmissão vertical do COVID-19, ou seja, aquela que acontece da mãe para o bebê durante a gravidez. Existem alguns casos de suspeita de transmissão vertical, onde o líquido amniótico foi testado e apresentou resultado positivo para o vírus, ou onde o recém-nascido apresentou altos índices de anticorpos para o SARS-CoV-2 em seu sangue, mas como os números ainda são pequenos comparados aos casos de pessoas infectadas no mundo inteiro, essa situação ainda não é alarmante.

Outra preocupação recorrente nas mamães desse período é a transmissão através da amamentação. Assim como a transmissão durante a gravidez, ainda não existem evidências comprovadas de que isso possa acontecer. Sendo assim, se você está com um quadro estável COVID-19 e está no período de amamentação, não deixe de amamentar seu neném. Porém siga os cuidados necessários, ou seja, use a máscara, higienize bem as mãos antes de entrar em contato com o bebê e evite que ele em contato com suas secreções de tosse ou espirro, por exemplo.

No entanto, caso você esteja apresentando um quadro mais grave, a indicação é que você evite o ato de amamentar até se estabilizar. Dessa forma, você preserva tanto a sua vida quando a do seu neném.

De qualquer jeito, busque seguir as orientações médicas recebidas, pois elas que irão garantir sua melhora e a proteção do seu bebê.

Devo manter a rotina e o meu plano de parto?

Apesar do receio, a rotina de pré-natal com exames e consultas, deve ser mantida viu? O que se deve fazer é, além de redobrar os cuidados básicos como lavar as mãos, usar máscaras e manter distância de outras pessoas, é conversar com o médico que está te acompanhando para saber se algumas consultas, como as que são para avaliação de resultado de exames ou tirar dúvidas mais simples, são possíveis de fazer por telefone.

Da mesma forma que a rotina de pré-natal deve ser mantida, é importante que você tenha ciência que emergências ainda são emergências, mesmo durante a pandemia. Sendo assim, se acontecer algum caso não previsto como sangramento, dores intensas, perda de líquido, entre outros, não hesite em procurar o pronto atendimento.

O momento de um ultrassom pré-natal feito durante a gravidez.

Com relação ao plano de parto, ele deve ser decidido em conjunto com o seu médico. Existem algumas notícias circulando de que mães que estão com coronavírus devem, obrigatoriamente, optar pela cesariana, porém isso não é real. A condição do parto e quando ele deve acontecer – se prematuro ou não – devem ser decididas levando em consideração o estado clínico da gestante e do feto. Sendo assim, se uma mãe que testou positivo para o COVID-19 estiver apresentando um quadro estável e evoluir sem problemas para um parto normal, não existe problema algum em seguir esse protocolo.

O importante, em todos esses casos, é manter a comunicação constante com o médico ou a parteira que está acompanhando a gestação para poder optar pelas melhores decisões para a saúde da mãe e do bebê.

Como eu posso me prevenir durante a gravidez?

Não existe nenhuma recomendação de proteção que seja específica para pessoas grávidas. Sendo assim, os cuidados e as medidas de prevenção são iguais as que toda a população deve seguir, sendo elas:

  • Manter o distanciamento social;
  • Higienizar as mãos com frequência, com água e sabão ou álcool em gel;
  • Utilizar a máscara corretamente, cobrindo a boca e o nariz;
  • Evitar aglomerações;
  • Procurar não tocar olhos, boca e nariz;
  • Cobrir boca e nariz, de preferência com o cotovelo, ao tossir ou espirrar, evitando que as gotículas permaneçam em suas mãos;
  • Ficar em casa, sempre que possível;
  • Caso apresente sintomas mais fortes como febre alta ou falta de ar, procurar atendimento médico.
Proteja sua família com apenas um clique!

Estamos vivendo um momento sem precedentes e é normal que pessoas que estão passando por um processo de descoberta, como a gravidez, tenham mais dúvidas e inseguranças com relação ao COVID-19. No entanto, é importante manter a calma e sempre buscar informação de qualidade, para não se sobrecarregar com possíveis fake news, por exemplo. Isso porque, o estresse que podemos sentir com a quantidade de informação que recebemos diariamente também pode ser prejudicial durante uma gestação.

Se você está à espera do seu neném, procure se manter tranquila e positiva. Temos certeza que vai dar tudo certo!

Curtiu as informações que deixamos aqui? Então compartilhe com as futuras mamães que você conhece, afinal, compartilhar conhecimento é cuidar, e #CuidarÉColetivo.

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