OBSTETRA OU GINECOLOGISTA: SAIBA A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS!

Já falamos muitas vezes aqui sobre a importância de cuidar da saúde da mulher através de consultas e exames regulares, mas existe um assunto que ainda pode causar dúvidas: qual profissional procurar? Ginecologista ou obstetra?

É normal que essa dúvida apareça quando se está procurando um profissional para acompanhar sua saúde de perto. Por isso, hoje vamos te contar a diferença entre eles e qual é o mais indicado para cada situação. Vamos lá?

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Qual a diferença entre os dois?

Você já deve ter reparado que muitas vezes os nomes desses profissionais se misturam, não é mesmo? Afinal, todos os obstetras são também ginecologistas, mas nem todo ginecologista é obstetra.

Ambos os profissionais são formados em medicina. Após 6 anos de faculdade, ainda permanecem por cerca de mais 3 anos na especialização em Ginecologia e Obstetrícia, que oferece conhecimento nas duas áreas.

Acontece que após todo esse período alguns profissionais optam por realizar apenas o atendimento ginecológico, acompanhando a mulher desde a infância até a terceira idade. Já outros preferem seguir com os atendimentos focados na gestação, desde o pré-natal, passando pelo parto, até o puerpério. Os obstetras são os profissionais do segundo caso.

O que um ginecologista faz?

O médico ginecologista é responsável por cuidar, fornecer diagnósticos e tratamentos para as condições do sistema reprodutivo feminino. Sendo assim, ele cuida do útero, vagina, ovários, mamas e colo do útero.

Além disso, os ginecologistas também estão aptos para avaliar e tratar outros problemas de saúde femininos. Alguns exemplos são questões no trato urinário e no sistema digestivo, desequilíbrios hormonais, osteoporose, entre outros.

Durante a infância e a adolescência, o ginecologista é responsável por avaliar o desenvolvimento do paciente e orientar sobre sexualidade, métodos contraceptivos e a prevenção de ISTs.

Já na vida adulta, o ginecologista acompanha e solicita exames de rotina, como o Papanicolau e a mamografia, por exemplo. Eles servem para prevenir e, se necessário, tratar doenças que venham a ser detectadas. Além disso, o acompanhamento ginecológico também é fundamental durante o climatério e a menopausa, para verificar a necessidade de reposição hormonal, por exemplo.

Mulher obstetra conversando com a sua paciente dentro de um consultório.

O que o obstetra faz?

O obstetra, por sua vez, é especialista na reprodução feminina, ou seja, cuida tanto do funcionamento dos órgãos reprodutores, quanto de possíveis distúrbios.

Dessa forma, o obstetra está apto para acompanhar todas as questões que envolvem toda a gestação e o desenvolvimento do feto.

Esse profissional acompanha as pacientes desde o planejamento da gestação, avaliando a saúde geral e reprodutiva e indicando exames, vacinas e suplementações necessárias para as futuras mamães. Depois disso, ele segue o acompanhamento durante o pré-natal, avaliando a saúde das pacientes e dos fetos através de exames clínicos, de sangue e de ultrassom, por exemplo.

O médico obstetra também estará presente no momento do parto, avaliando qual tipo será mais indicado (normal ou cesárea) e coordenando toda a equipe presente para que seja um momento seguro. Além disso, ele também acompanha a recuperação da mulher durante o puerpério e pode identificar e tratar problemas como a depressão pós-parto, caso seja necessário.

Planos de saúde oferecem atendimento com obstetra?

Sim! Os planos de saúde cobrem atendimento com obstetras, mas depende do tipo de plano.

O tipo de atendimento que os planos de saúde oferecem dependem do tipo de segmentação assistencial que você contrata. Ao todo, existem cinco tipos de segmentação assistencial que podem ser combinadas de diversas formas. São elas: Ambulatorial, Referência, Hospitalar com Obstetrícia, Hospitalar sem Obstetrícia e Odontológico.

Para garantir o atendimento e acompanhamento com um obstetra durante toda a gravidez, os planos indicados são os que possuem segmentação Ambulatorial + Hospitalar com Obstetrícia. Dessa forma, além dos atendimentos que são realizados dentro de um hospital, a paciente também conta com a cobertura de consultar, exames e outros procedimentos que podem ser realizados em clínicas, por exemplo.

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Mas atenção!

É importante se atentar aos prazos de carência, ou seja, o período em que o paciente não tem direito a usar alguns serviços do plano. O período de carência pode variar de acordo com a operadora de saúde contratada. No entanto, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estipula prazos máximos de carências que são:

  • 24 horas para casos de urgência e emergência;
  • 300 dias para parto a termo, ou seja, partos dentro do período gestacional previsto, excluindo partos prematuros ou decorrentes de complicações;
  • 24 meses para doenças ou lesões preexistentes;
  • 180 dias para demais situações.

Dessa forma, se você estiver planejando contar com a assistência de um plano de saúde durante o seu parto, indicamos que faça todo o processo de escolha e contratação antes de engravidar, certo? Assim você garante atendimento de qualidade para você e seu bebê.

Agora que você já sabe o papel de um obstetra e como funciona o atendimento desses profissionais nos planos de saúde, que tal encaminhar esse artigo para quem pode ter dúvidas no assunto? Afinal, compartilhar conhecimento é um ato de cuidado e #CuidarÉColetivo!

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