VACINAS: COMO SÃO PRODUZIDAS E QUAL SUA IMPORTÂNCIA

Um assunto que podemos considerar pauta no mundo inteiro nos últimos tempos são as vacinas, não é mesmo?

Quando falamos em vacina, sempre tem alguém querendo continuar o assunto e emitir sua opinião. Seja sobre a vacina da gripe comum (ou influenza), da Covid-19, de febre amarela ou hepatite.

Acreditamos que você já sabe que estamos vivendo a era da fake news e o que não falta são informações falsas sobre como as vacinas são fabricadas e seus possíveis efeitos adversos. Desde ideias absurdas de que as vacinas contém microchips, até outras, tão absurdas quanto, de que as vacinas podem fazer com que as pessoas desenvolvam condições como o autismo, caso recebam alguma dose.

Esperamos, de verdade, que você não acredite nisso, viu? Por isso, para te ajudar a entender melhor como é o processo de produção, como elas funcionam e a importância de tomar vacinas para se proteger, nós fizemos esse artigo. Que tal rolar pra baixo e continuar lendo para combater a desinformação?

Enfermeiro aplicando vacina em um homem

Como as vacinas são produzidas?

O primeiro passo para produzir uma vacina é identificar o agente causador da doença a qual se deseja combater. Afinal, se a gente não sabe como algo age, não temos como vencer, não é mesmo?

Para isso, cientistas e biomédicos passam a realizar diversos estudos laboratoriais para entender como o vírus, germe ou bactéria que pode causar doença que queremos combater se comporta. Não pense que é fácil, viu? Esse processo de estudo e pesquisa pode demorar meses ou anos, mesmo com os avanços tecnológicos que vemos atualmente.

Esses estudos acontecem porque algumas doenças são causadas apenas pela presença do microrganismo em nosso corpo, outras por substâncias que ele produz e outras pela sua capacidade de multiplicação.

A partir desses estudos, os cientistas e biomédicos conseguem entender a melhor forma de utilizar o vírus ou bactéria estudado para produzir as vacinas. Entre as formas mais comuns de produção, nós podemos listar:

  • O uso de vírus desativado ou enfraquecido;
  • Unidade de proteína do vírus;
  • Particular semelhantes, geralmente criadas em laboratório;
  • Outros vírus e bactérias combatentes, mas que não sejam prejudiciais pra gente;
  • O uso de DNA ou RNA do agente causador.

Junto com esses estudos e descobertas, o processo de criação das vacinas começa e deve passar por pelo menos três fases, sendo elas:

Laboratorial ou exploratória

Como o próprio nome já diz, esta fase acontece dentro de laboratórios e serve para explorar o comportamento dos agentes causadores da doença. Nela, além de os cientistas descobrirem o agente causador da doença, eles avaliam seu comportamento e definem qual das formas de produção que falamos acima é a ideal para neutralizar o desenvolvimento da doença, por exemplo.

Sendo assim, é nesta fase que eles definem se vão utilizar o vírus desativado, uma partícula criada em laboratório ou um segundo vírus para combater o agente causador da doença, por exemplo. Podemos dizer que é um processo bem curioso, não é mesmo?

Saiba mais sobre a importância da imunização.

Fase pré-clínica

Pelo nome, conseguimos imaginar do que se trata esta fase, certo? Nela acontecem os primeiros testes de aplicação das vacinas, mas ainda não em humanos. Esses testes geralmente são realizados em animais, como macacos e camundongos, e avaliam algumas questões como:

  • A eficácia da combinação criada;
  • Se os componentes são tóxicos;
  • Se existe a possibilidade da combinação causar reações adversas graves;
  • Entre muitas outras situações que podem acontecer.

Clínica

É onde finalmente começam as aplicações e testes em seres humanos. Mas sem pressa, pois não é tão simples assim, viu? Para que tudo ocorra bem, esta fase é divida em três etapas principais e que podem demorar muito ou pouco. Tudo depende dos resultados obtidos nelas. Essas etapas são:

Primeira etapa

A palavra-chave dessa etapa é segurança. Sendo assim, podemos considerar ela como uma etapa de precaução, pois ela avalia a qualidade da vacina criada, pensando em preservar as pessoas que vão receber as doses. Nada mais justo, não?

Nela os testes são realizados em grupos pequenos de voluntários, com no máximo 100 pessoas – todas adultas e saudáveis. Isso porque, caso aconteça alguma reação adversa, é mais fácil de identificar, contornar a situação e preservar a vida dessas pessoas, né? Como dissemos, segurança é a palavra de ordem nesta etapa.

Segunda etapa

Nesta etapa o número de pessoas voluntárias que podem receber doses da vacina testada aumenta. Podemos dizer que o objetivo aqui é verificar a eficácia da vacina, ou seja, se ela funciona mesmo. Afinal, ninguém quer tomar vacina sem comprovação, né?

Nela algumas pessoas de grupos considerados de risco já podem participam dos testes, por exemplo. Isso é necessário para entender como as vacinas funcionam em organismos que se comportam de forma diferente por conter as tão faladas comorbidades.

Além disso, também é nesta etapa que os cientistas definem a quantidade de vacina que deve ser aplicada em cada pessoa para garantir a imunidade delas. Isso é ótimo para evitar desperdício de insumos, que muitas vezes podem ser difíceis de conseguir.

Vacinas: Close de uma pessoa recebendo vacina
Terceira e última etapa

Geralmente é a etapa mais aguardada, pois aqui milhares de pessoas já podem ser testadas e vacinadas ao mesmo tempo. Os cientistas passam a avaliar se a vacina é eficaz em condições naturais de transmissão do vírus ou bactéria, ou seja, sem que eles estejam em ambientes controlados.

Esta etapa pode se estender por muitos e muitos anos, é fato. Mas é graças a ela que algumas vacinas são atualizadas anualmente para nos proteger de mutações de vírus e bactérias, sabia?

Entre as vacinas já existentes, podemos usar como exemplo a vacina da influenza – a famosa gripe. Ela é atualizada todos os anos porque o vírus da gripe sofre mutações constantes, ficando mais forte e transmissível a cada ano e, por isso, precisamos reforçar a proteção contra ele. Afinal, ninguém gosta de ficar gripado(a), né?

Como as vacinas funcionam?

Imaginamos que você esteja curioso(a) para saber o que acontece no nosso corpo quando recebemos a vacina, certo? Não se preocupe, pois a gente te conta. E o melhor: de forma simples!

Quando a vacina entra em nosso organismo, o agente causador (ou parte dele) da doença a qual a gente deseja combater entra junto. No entanto, como falamos acima, esse agente está desativado, enfraquecido ou modificado. Isso acontece para que ele não seja capaz de desenvolver doença na gente, afinal, nós queremos nos proteger e não adoecer.

Apesar desses agentes serem incapazes de nos adoecer, como dissemos, eles conseguem ativar nosso sistema imunológico da mesma forma que eles fariam caso estivessem em sua melhor forma. E é então que a mágica acontece! Nosso sistema detecta algo diferente no nosso organismo e passa a produzir a defesa para a doença. A defesa acontece através da produção dos anticorpos, que são os microrganismos necessários para combater diversos vírus e bactérias que causam as doenças, por exemplo.

Dessa forma, caso o agente causador ativo entre em contato com o nosso organismo, seja ele um vírus, uma bactéria ou um germe, por exemplo, nós já teremos os anticorpos necessários para combater ele e evitar que a doença se desenvolva. Podemos dizer que o funcionamento do nosso corpo é incrível, né?

Porque precisamos nos vacinar?

Ao longo da história, podemos dizer que as campanhas de vacinação já foram responsáveis por erradicar ou diminuir muito a existência e a reprodução de diversas doenças em vários países. Algumas doenças que podemos citar como exemplo nesse caso são:

  • Varíola
  • Poliomielite (paralisia infantil)
  • Sarampo
  • Entre outras

Uma pessoa não vacinada pode contrair certa doença e transmitir para outras pessoas também não vacinadas, por exemplo, de forma descontrolada e muito rápida, causando epidemias e pandemias. Um exemplo disso, é a pandemia que estamos vivendo atualmente, causada pela Covid-19, que tem uma alta taxa de transmissão e mutação.

Por isso a vacina é tão importante, viu? Além de nos proteger de forma individual, ela também evita que a gente espalhe a doença para outras pessoas e regiões menos preparadas para enfrentar certas doenças, por exemplo.

Assim, quando as campanhas de vacinação são bem sucedidas, acontece a famosa “imunização de rebanho”. Apesar do nome um pouco estranho, ela significa que um grupo muito grande de pessoas está protegido de contrair e espalhar certas doenças. Com isso, podemos até considerar que algumas doenças estão controladas ou extintas. É isso que a gente mais quer que aconteça com a Covid-19, né?

Imagem da campanha "Vacina Sim"

Agora que você entendeu como as vacinas funcionam, que tal checar sua carteirinha de vacinação? Veja se ela está em dia e, caso não esteja, procure um posto de saúde próximo à sua casa para atualizar sua imunização!

Quando chegar a sua vez na fila de vacinação contra a Covid-19 não hesite, viu? Como mostramos, aderir à vacinação é um ato coletivo e, só dizendo sim para a vacina nós vamos sair dessa pandemia mais rápido.

Se você curtiu nosso artigo, que tal compartilhar com mais pessoas? Como sempre falamos, compartilhar conhecimento é um ato de cuidado e #CuidarÉColetivo!

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